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Destrinchando o MSI: MEGA

Vamos conhecer o campeão da LST

Olá leitores, hoje vamos conhecer o ultimo dos três adversários da INTZ na fase de entrada do MSI 2019, falaremos hoje, da equipe Tailandesa da MEGA, campeã do primeiro split da LST. Explicaremos um pouco como funciona o torneio da LST e conhecer um pouco sobre o time em si. Mas antes veja o “Destrinchando o MSI” sobre os outros adversários da INTZ, a Detonation FocusMe e a Vega Squadron (basta clicar no nome da equipe).

MEGA na LST:

Imagem Reprodução: Riot Games

A LST é o torneio disputado no Sudeste Asiático, e reúne equipes de 5 países, Indonésia, Singapura, Tailândia, Malásia e Filipinas, e para chegar ao MSI a equipe campeã da LST precisou passar por vários estágios até chegar à um dos principais palcos do mundo do esport.

O torneio é divido em 4 sub torneios, dos quais estes sub torneios possuem 3 etapas cada um. A Indonésia, Filipinas e Tailandia possuem torneios só para equipes do seus países, enquanto Malasia e Singapura dividem seus times em um torneio único. O modelo destes torneio é o mesmo em todos os casos. A primeira etapa é uma qualificatória online, onde as equipes jogam diversos torneios onlines que contam para o ranqueamento oficial, e as 16 melhores se qualificam para a fase de grupos local, a Riot também se reserva no direito de convidar equipes à participarem da fase de grupos, ainda que elas não participem das qualificatórias. A segunda etapa portanto, é a fase de grupos, 4 grupos com 4 equipes cada, em caso de desistência, os times não são substituídos, o que é o caso do grupo da MEGA, que teve três equipes. Destes grupos saem 1 time classificado em cada para a próxima etapa. A terceira etapa é um playoff local, com semi final e final em melhor de 3, o campeão se classifica para o torneio principal da LST que basicamente é um playoff com quatro times, semi final em md3 e final em md5, o campeão se classifica para o MSI.

Vídeo Reprodução: Canal FunPlus ESPORTS

A mega foi um dos times convidados para a segunda etapa, onde ficou 4-0 na fase de grupos e se classificou, venceu a semi final tailandesa por 2-0, e a final também por 2-0, se classificando para o torneio principal. Na semi final aplicou 2-0 na Capital, campeã da Indonésia e um 3-0 na Empire, time da Malásia e sagrou-se campeã do torneio com um saldo de 13-0.

Fica claro que a estrutura competitiva da LST ainda é fraca, os times jogam pouquíssimo e muitos destes jogos são contra times muito inferiores, o que torna uma análise detalhada das equipes um tanto quanto complicadas e limitadas, entretanto, isso não é desculpa, e certamente teremos algo a dizer sobre a segunda adversário da INTZ no MSI.

A fase final do torneio sequer é disputada presencialmente, há uma transmissão bem organizada em estúdio, mas os times não jogam neste estúdio, o que pode dificultar no presencial que se encara no MSI. De todas as ligas do MSI é certamente a pior e mais fraca.

Estilo de Jogo:

Esta equipe tem como base 3 jogadores da Ascension, equipe que disputou o MSI e o Mundial de 2018, com uma campanha 2-4 no MSI e 0-4 no mundial, mas ainda assim é difícil tratar sobre este tópico, a equipe fez pouquíssimos jogos no seu torneio regional e é realmente difícil identificar constantes nos jogos deles que nos permitam dizer com confiança que é algo que faz parte do estilo de jogo deles. A final do torneio da Tailandia foi um verdadeiro massacre da MEGA, a DTN seu time adversário era fraquíssimo quase um time de fila ranqueada, impossível tirar como parâmetro.

Vídeo Reprodução: Canal FunPlus ESPORTS

Pelos jogos do Major, a MEGA sentiu um pouco mais de dificuldade, mas ainda assim foi muito superior à Capital e Empire, na final contra a Empire até houveram momentos de equilíbrio, principalmente em erros de rotação da MEGA, porém a superioridade mecânica na rota foi mais que o suficiente para aplicar um 3 a 0 na final. O time tem uma organização básica de um time profissional, roda bem, entende a importância dos objetivos, das rotações, joga de forma alinhada com o meta mundial, no entanto muitas vezes parece um tanto quanto desatento, se atrasa para rotacionar, entrega objetivos de graça, enfim, não é um time bobo, mas ainda assim é um time que comete erros em excesso e contra adversários bem mais frágeis do que vão encontrar no MSI. Talvez com os treinos pré MSI o time consiga evoluir e apresente um jogo mais competitivo no torneio.

Jogadores

Rockky:

Foto Reprodução: Riot Games

Primeiro dos três remanescentes da Ascension, o top laner da MEGA é um jogador bem sólido, mas que não consegue jogar com poucos recursos. Muito adaptado ao recém lançado Sylas, o top laner gosta de exercer pressão na rota superior, e levou grande vantagem no 1×1 chegando a levar torres solo na LST. Tem experiencia internacional de MSI, Mundial e Rift Rivals e não deve ser subestimado. Seus principais campeões na LST foram Hecarim, Sylas e Jayce.

Jjun:

Foto Reprodução: Riot Games

Um dos dois coreanos da equipe, o Jungler construiu boa parte da sua carreira em equipes da SEA tendo tido apenas uma participação curta no tier 2 coreano, e que foi desastrosa com ultimo lugar e um 2-12 em 2017. O título da LST este ano foi o primeiro resultado expressivo a nível profissional na sua carreira. Jjun não apresenta nada realmente especial, é um jungler regular, alinhado com o meta, e que tem uma tendencia em particular a jogar de Elise quando a circunstancia o permite.

G4:

Foto Reprodução: Riot Games

Jogador multi campeão na sua região e segundo remanescente da Ascension, o G4 é sem duvida a grande estrela do time, o mid laner tem varias participações internacionais incluindo dois Mundiais e um MSI. É um jogador veterano, com um bom lastro na carreira, mas que este ano está em baixa em relação aos seus companheiros de time. Costuma sempre surpreender apresentando um Zed no mid, mas também jogou com Lissandra e Oriana. Não é um jogador que costuma inovar muito e trazer novos conceitos, mas nunca deve-se subestimar a aura de um multi campeão.

Lloyd:

Foto Reprodução: Riot Games

Terceiro e ultimo remanescente da Ascension o ad carry tem sido sem dúvida alguma a estrela do time nesse split, com números altamente expressivos, o jogador foi lider em várias estatísticas da LST, superando com larga vantagem inclusive membros da própria MEGA. A maior parte dos recursos do time são alocados a ele, e o time confia bastante no seu bom posicionamento em TF. Seus principais campeões foram Xayah, Kalista e Kai’sa.

PoP:

Foto Reprodução: Riot Games

Segundo coreano da equipe, o suporte é um jogador que se profissionalizou apenas este ano. Sua primeira experiencia competitiva relevante foi em um torneio que ocorre na coreia em que se forma times com jogadores amadores em várias cidades da Coréia do Sul e se disputa um torneio entre os times dessas cidades, a KeG Championship. O suporte foi campeão da edição de 2018 pela cidade de Seoul. Depois disso, jogou a Copa do Mundo de esports representando a Coréia do Sul, equipe novamente formada por jogadores amadores e foi campeão. E como campeão da KeG por Seoul, disputou a Kespa Cup de 2018, tendo eliminado a Hanwha Life Esports time do tier 2 coreano, e engrossou o caldo para a DAMWON Gaming, time que eliminou a SKT na Kespa Cup e foi quarto colocado na LCK deste primeiro split de 2019, perdeu por 2-1, mas com jogos duros. Após isso foi contratado pela MEGA em 2019 e se profissionalizou. PoP provavelmente é o jogador mais talentoso da MEGA, mas demonstra claramente não estar 100% preparado para o competitivo, oscila muito de desempenho entre jogos. É um jogador pode brilhar a qualquer momento, mas também pode sumir a qualquer hora. Seus principais campeões foram Galio, Braum e Rakan.

Considerações Finais:

Em resumo, a MEGA é o pior time do grupo disparado, e quem perder ponto para eles, vai merecer ser desclassificado do MSI sem nenhuma dúvida. A tendencia é que a MEGA saia 0-6 desse play-in, e se isso não acontecer, quem perder pontos para eles provavelmente também vai dizer adeus ao torneio.

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Sobre Igor Serafini

Mineiro, apaixonado por esports e estudioso implacável de League of Legends, meu objetivo é debater os aspectos técnicos do jogo, e tudo o que venha a interferir nele fora do jogo.

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