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Destrinchando o MSI: Vega Squadron

Análise do time Russo campeão da LCL.

Olá leitores, seguindo analisando os adversários da INTZ na fase de play-in do MSI 2019. Na sequência da Detonation FocusMe, falaremos hoje da Vega Squadron, os campeões da liga Russa, a LCL.

Vega Squadron na LCL:

Pela sigla LCL, conhecemos o Campeonato Russo de League of Legends, uma das regiões mais tradicionais entre as antigas regiões de Wild Card, assim como o Brasil e a Turquia. Da Rússia saiu a primeira equipe de Wild Card a se classificar para a fase de mata a mata do mundial, a Albus NoX Luna, do lendário suporte Likkrit, que contava ainda com alguns bons nomes como Kira “Doido” e o PvPStejos e foram eliminadas pela H2K de um talentoso e decisivo atirador Europeu o FORG1VEN.

Entretanto, não é só de boas histórias que a LCL vive, a fase dos Russos não é boa, o cenário passou por diversos problemas, e tem passado por diversas mudanças para resolver esses problemas, não cabe destrinchar neste post a situação da LCL, mas sim explicar melhor como funciona o torneio lá, e o que a Vega Squadron precisou enfrentar para se sagrar campeã, no entanto, é bom entender que assim como a Liga Japonesa ainda é muito subestimada, e já está em um nivel maior, a Liga Russa é superestimada, e está em um nível muito menor que em outro momento.

Foto Reprodução: Riot Games RU

No primeiro split, antes da LCL, existe um torneio introdutório, a Open Cup, nos quais os times do Tier 2 e Tier 1 jogam um torneio em formato de copa com 4 grupos de 4 equipes, em que 2 equipes de cada grupo se classificam para os playoffs, que são decididos em séries MD3 e MD5. A Rússia atualmente conta com 2 equipes fortíssimas internamente. A Vega Squadron, da qual discorreremos, e a tradicional Gambit, do lendário Diamondprox, do mid laner Kira e do top laner PvPStejos. A Elements Pro Gaming também tem um bom time, mas corre por fora quando se trata das duas rivais ao meu ver, apesar de ter chegado na final da LCL. Na Open Cup a Gambit e a Vega se encontraram na final, e a Vega venceu por 3 a 1 na série md5, já demonstrando muito do que estava por vir na LCL, inclusive no que tange seu estilo de jogo. No total a equipe fez 16 jogos únicos na Open Cup, dos quais venceu 14 e perdeu 2.

A LCL em si é um torneio com um formato semelhante ao CBLOL, entretanto, ao invés das equipes se enfrentarem 3 vezes, se enfrentam duas, mas somando com a Open Cup, os times fazem um numero de jogos até superior ao CBLOL dependendo do quanto são capazes de avançar nestes torneios. Na fase de pontos a Vega demonstrou um desempenho um tanto quanto irregular, fruto do seu estilo de jogo o qual trataremos logo em breve, ficou em terceiro na fase de pontos com um desempenho de 10-4, contra um 12-2 da Gambit e um 12-2 da Elements, entretanto nos playoffs, a Vega simplesmente atropelou a Gambit na semi final com um 3-0 e a Element na final com um 3-1, sagrando-se campeã da LCL. O saldo oficial de jogos unicos no primeiro split da Vega portanto foi de 29 vitórias e 7 derrotas, considerando os dois torneios oficiais.

Estilo de Jogo:

Caos. Essa palavra resume o estilo da Vega Squadron. Mas é um Caos generalizado. A equipe força lutas, skirmishes, 1×1, 2×2, 3×3 não importa a hora e o lugar, abriu espaço? Eles vão lutar. Além disso, forçam objetivos o tempo todo, barons 50-50, Dragons (eles adoram lutar no dragon diga-se de passagem). Pra vocês terem uma ideia, na semi final da LCL contra a Gambit, os caras ganharam os 2 primeiros games em 2 base rush’s. Tentam dar backdoor sempre que possível, é um time traiçoeiro, agressivo e louco. Entretanto não se enganem, a loucura deles é muito bem organizada e eles sabem o que estão fazendo, no entanto, eles assumem riscos o tempo todo, e destes riscos saíram algumas das derrotas na fase regular da LCL, estilo bem diferente dos japoneses da Detonation FocusMe que gostam de um early mais lento e controlado.

Olhando para o duelo contra o INTZ, me parece que vai haver um choque de estilos. A INTZ é menos maluca, mas também é bem caótica, saber responder as ações dos russos na lane fase vai ser essencial para a INTZ, olho por olho, dente por dente, e o melhor nas tf’s vai vencer, estratégias prévias podem funcionar, mas eu acho difícil, os jogos contra os russos certamente serão emocionantes e bem imprevisíveis.

Jogadores:

Boss:

Foto Reprodução: Riot Games RU

Sangue novo no cenário, tendo estreado profissionalmente em 2016, o toplaner BOSS ganhou notoriedade no segundo split de 2018 jogando pela Dragon Army, onde foi vice campeão perdendo para a Gambit na final. Até então, o top laner apesar de talentoso, tinha resultados modestos. A Vega porém, após um resultado regular em 2018, resolveu montar o elenco a dedo, e o BOSS foi contratado.

O top laner não se destaca muito nem positivamente nem negativamente, é um jogador que não busca o protagonismo, mas não pode ser subestimado. Ele tem um estilo que gosta de dominar a lane e ter pressão de abate, apesar de saber jogar também com campeões que recebem pressão, já que demonstrou bom desempenho de Kayle nos playoffs. Seus principais campeões na LCL foram Camille, Aatrox e Yorick.

AHaHaCiK:

Foto Reprodução: Riot Games RU

Maluco, doido, insano. Estas três palavras são perfeitas para descrever o caçador Russo. O caos se encontra até no nick do garoto. Extremamente agressivo, AHaHaCiK não se contenta apenas com a sua jungle, ele também adora a jungle do adversário, nem que tenha que sair no tapa com o jungler inimigo pra ficar com ela. É um jogador muito parecido com o caçador brasileiro Minerva, bem agressivo, bem dominante, gosta de campeões que o permita demonstrar força no early game e dar o ritmo ao jogo. Ama dives e aparentemente não liga muito pra possibilidade da sua jogada dar errado, o problema pra INTZ, é que geralmente tem dado certo. Força objetivos o tempo todo, se der mole, é um dragon, se der outro mole, é outro dragon, e se cochilar, ele faz baron. Ele veio junto com o toplaner BOSS e jogava anteriormente na Dragon Army. Seus principais campeões na LCL foram Trundle, Lee Sin e Nunu (Nunu é um campeão recorrente na LCL e pode pintar no MSI).

Nomanz:

Foto Reprodução: Riot Games RU

O mid laner é o porto seguro da equipe russa. Menos maluco, Nomanz é um jogador bom mecanicamente e que a anos tem vivido à sobra do Kira e do Paranoia no cenário russo. Vem tendo bons desempenhos a diversos splits, mas sempre sem o sonhado título. Não mais. Esse ano ele venceu e foi sem dúvida a grande estrela da equipe da Vega. Maior KDA do time, boa parte dos recursos acaba ficando com ele, foi o jogador com maior gold por minuto na fase regular e nos playoffs, e o time se ancora bastante na sua regularidade e solidez. Seus principais campeões na LCL foram Corki, Zoe e Ziggs.

Gadget:

Foto Reprodução: Riot Games RU

O perigoso atirador bielorusso Gadget é um grande entusiasta ta loucura do seu companheiro AHaHaCiK e assume bem esse papel ao lado dele. Agressivo, o atirador adora uma treta na bot lane, é o jogador com maior porcentagem de participação em abates da Vega, ele gosta de estar presente nas confusões do estilo de jogo russo. O Gadget adora ter pressão na lane, seus principais campeões fora Sivir e Lucian, porém ele tem um pick coringa, no qual a INTZ deve ter atenção triplicada, que é o Khartus. Ele é muito bom de Khartus, muito bom mesmo, além disso, esse pick acaba se tornando um flex duplo ou triplo nas mãos da Vega, sendo um candidato à ban na primeira rotação.

SaNTaS:

Foto Reprodução: Riot Games RU

SaNTaS, o suporte que ama grabs também se encaixa muito bem no estilo agressivo da Vega, conhecido por gostar de surpreender de Blitzcrank, o suporte joga muito agressivamente e demonstrou bastante sinergia com o seu companheiro de rota inferior nesse split. Também joga muitas vezes de Thresh e quando necessário, emplaca um Tahm Kench na composição para livrar seus companheiros agressivos de uma morte certa. Eu não vejo o ban no Blitz como algo obrigatório, a INTZ deveria saber lidar, mas é uma possibilidade.


Conclusões Finais:

O time da Vega é bom, porém inferior à Detonation FocusMe ao meu ver, a INTZ tem a capacidade e as armas para vence-los sem sustos, desde que mantenham o seu estilo de jogo e confiem nas condições de vitória estabelecidas, entretanto, qualquer deslize pode resultar em snowball. A INTZ precisa comprar o jogo dos russos, jogar agressivamente pois mecanicamente a INTZ me parece um time superior, mas sempre com cautela para não se precipitar.

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Sobre Igor Serafini

Mineiro, apaixonado por esports e estudioso implacável de League of Legends, meu objetivo é debater os aspectos técnicos do jogo, e tudo o que venha a interferir nele fora do jogo.

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